O segundo mais alto tribunal da Europa na quarta-feira ficou do lado da fabricante de chips Qualcomm que apelou de 1 bilhão de euros (US$ 1,04 bilhão) de multa antitruste dos reguladores da União Europeia (UE) sobre pagamentos feito à Apple para usar seus chips.

A UE emitiu a multa em 2018 e disse que os pagamentos que a Qualcomm fez à Apple entre 2011 e 2016 para usar exclusivamente seus chips eram ilegais sob as regras antitruste da UE.

A Apple processou a Qualcomm em 2017 por quase US$ 1 bilhão por royalties, com a gigante de tecnologia de Cupertino alegando que a fabricante de chips sem fio não deu termos de licenciamento justos para sua tecnologia de processador.

Na quarta-feira, o Tribunal Geral anulou a decisão da Comissão Europeia decisão que impõe à Qualcomm uma multa de aproximadamente 1 bilhão de euros, dizendo que observou que”uma série de irregularidades processuais afetaram os direitos de defesa da Qualcomm”.

A decisão invalidou a análise da Comissão Europeia sobre t ele conduta alegada contra a Qualcomm.

Em 24 de janeiro de 2018, a Comissão impôs à Qualcomm uma multa de quase 1 bilhão de euros por abuso de domínio no mercado mundial de chipsets compatíveis com o padrão Long Term Evolution (LTE).

“A infração durou de fevereiro de 2011 a setembro de 2016. Segundo a Comissão, esse abuso foi caracterizado pela existência de acordos que previam pagamentos de incentivos, segundo os quais a Apple tinha que obter seus requisitos para chipsets LTE exclusivamente da Qualcomm”, disse a decisão do Tribunal Geral.

No acórdão, o Tribunal Geral anulou, na íntegra, a decisão da Comissão.

“O Tribunal Geral baseia suas conclusões, em primeiro lugar, na constatação de uma série de irregularidades processuais que afetaram os direitos de defesa da Qualcomm e, em segundo lugar, na análise dos efeitos anticoncorrenciais dos pagamentos de incentivos”, disse em comunicado.

O Tribunal Geral concluiu que a análise da Comissão não foi realizada à luz de todas as circunstâncias factuais relevantes e”que é, portanto, ilegal”.

Os reguladores da UE agora podem apelar da decisão para o Tribunal de Justiça da UE (TJUE).

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